segunda-feira, 5 de abril de 2010


Carrego em minha boca
o veneno da serpente,
que me escorre pela garganta
acumulado entre os dentes.

Tenho nas entranhas um misto de
sentimentos, a ira da víbora
que desliza em segredos, traiçoeira
e escondida aguardando meus desejos.

Carrego em meu peito
uma naja enrolada,
do lado esquerdo ela me prende,
do outro ela me abraça.

Controlando-a
a cada dia que se passa,
não deixando seu veneno
ultrapassar minha couraça.

E vou mantendo esta serpente...
não deixando o seu veneno se
destilar em minha mente.

Leni Martins

Um comentário:

  1. RSRS...ESSE DEVERIA SER A POESIA DA FAMILIA,.....POIS TODO MUNDO NESSA FAMILIA TEM VENENO NOS LÁBIOS...VERDADEIRAS SERPENTES!!!KKKK

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